Deputado defende medidas de prevenção diante do avanço das queimadas e eventos extremos no estado
Texto: Benaya Ewerton
Foto: Ilano Lima
26.05.2026
O deputado estadual Carlos Lula (PSB) cobrou, nesta terça-feira (26), na tribuna da Assembleia Legislativa do Maranhão, a execução da Lei Estadual nº 12.301/2024, que institui a Política Estadual de Enfrentamento das Mudanças Climáticas no Maranhão. Durante o pronunciamento, o parlamentar alertou para o avanço dos eventos climáticos extremos no estado e defendeu ações imediatas de prevenção e planejamento por parte do Governo do Estado.
Ao abordar o tema, Carlos Lula relembrou episódios recentes registrados no Maranhão, como fortes ventanias em São Luís, o aparecimento de tubarões próximos à faixa de areia das praias da capital, a chuva de granizo registrada em Lajeado Novo no ano passado e o avanço das queimadas em diversas regiões do estado. Segundo o deputado, os episódios evidenciam os efeitos cada vez mais perceptíveis das mudanças climáticas sobre a população maranhense.
“O Maranhão fechou 2025 como o segundo estado com mais focos de queimadas do Brasil. Foram mais de 12% de todo o fogo registrado no país, segundo dados do INPE. Isso não é normal. São eventos extremos que a ciência já vem alertando há anos”, afirmou.
O parlamentar destacou que os efeitos climáticos já impactam diretamente áreas como saúde pública, agricultura familiar, infraestrutura e segurança alimentar, especialmente entre as populações mais vulneráveis.
“Quem não se prepara antes, paga depois. E paga mais caro, muitas vezes com perdas materiais, econômicas e até de vidas”, declarou.
Carlos Lula lembrou que a Lei nº 12.301/2024, de sua autoria, foi criada justamente para estabelecer diretrizes permanentes de prevenção, mitigação e adaptação às mudanças climáticas no Maranhão, alinhada à Política Nacional sobre Mudança do Clima, ao Acordo de Paris e à Agenda 2030 da ONU.
Entre os instrumentos previstos na legislação estão o Plano Estadual Estratégico para Redução do Risco de Desastres, metas de redução de emissões, fortalecimento da prevenção ambiental e ações integradas de preparação dos municípios para enfrentar alagamentos, secas, erosões e queimadas.
Segundo o deputado, porém, a legislação ainda não foi efetivamente implementada pelo Governo do Estado.
“O Maranhão já possui uma lei moderna, baseada em ciência, planejamento e prevenção. O que falta é tirar essa política do papel. Lei aprovada não funciona sozinha”, criticou.
Durante o discurso, o parlamentar também chamou atenção para a necessidade de fortalecimento da Defesa Civil, da estrutura de monitoramento ambiental e da preparação das cidades maranhenses para eventos extremos associados ao fenômeno El Niño.
“Não adianta agir apenas depois da tragédia. Prevenção exige planejamento, coordenação e prioridade política”, afirmou.
Ao final do pronunciamento, Carlos Lula defendeu que o enfrentamento das mudanças climáticas seja tratado como pauta estratégica para o desenvolvimento e a proteção da população maranhense.
“Proteger o Maranhão das mudanças climáticas não é discurso. É planejamento, investimento, prevenção e ação concreta. O tempo está passando e os impactos já estão chegando à vida das pessoas”, concluiu.

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