02/09/2026

JOVEM É BRUTALMENTE ASSASSINADA NO MARANHÃO, CRIME PODE TER EVITADO UM MASSACRE EM ESCOLA SEGUNDO INFORMAÇÕES

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O corpo de Bruna Loiola, de 17 anos, é sepultado na manhã desta quarta-feira (2) no povoado Buriti, em Água Doce do Maranhão. A estudante foi morta a facadas na última segunda-feira (31).

O pai e o irmão da adolescente Bruna Loiola, que estavam no Mato Grosso, chegaram ao Maranhão na noite anterior para acompanhar os procedimentos e o sepultamento.

Bruna Loiola estudava no Centro de Ensino Vereadora Neide Costa, escola da rede estadual localizada no povoado Cana Brava. Segundo informações iniciais, por volta das 14h30, ela pediu para sair mais cedo porque iria a um salão de beleza próximo à unidade de ensino.

Durante o trajeto, a jovem teria encontrado o adolescente suspeito do crime, que estava com uma mochila nas costas. De acordo com a Polícia Militar, os dois teriam discutido na rua e, em seguida, Bruna foi atacada. A polícia informou que a adolescente foi atingida por 21 golpes de faca.

O suspeito foi apreendido minutos depois por uma equipe do 2º Batalhão de Polícia Militar de Turismo (BPTur) e encaminhado para a Delegacia de Barreirinhas. Ainda na segunda-feira, o adolescente foi ouvido pelo delegado, mas permaneceu em silêncio.

Nesta quarta, o adolescente apreendido participará de uma audiência de apresentação no Ministério Público, onde será ouvido pela promotora de Justiça Samara Mesquita. Após o procedimento, deverá ser encaminhado para uma unidade socioeducativa em São Luís.

Segundo o delegado responsável pelo caso, ainda não existe uma motivação confirmada para o assassinato. Uma das linhas investigadas envolve a possibilidade de que o adolescente planejasse um ataque contra a escola onde estudava, após supostos episódios de bullying.

Durante a apreensão, foram encontrados na mochila do adolescente materiais como uma suposta bomba, uma granada, um coquetel molotov e a faca que teria sido utilizada no crime. O material será submetido à perícia.

O adolescente apreendido afirmou que alguns objetos seriam de fabricação caseira e que teria aprendido a produzi-los por meio da internet.

A Polícia Civil deve começar a ouvir testemunhas a partir desta quarta-feira. Entre os depoimentos previstos está o do porteiro da escola, que teria autorizado a saída de Bruna Loiola antes do horário habitual.

A investigação continua para esclarecer a dinâmica do crime e a real motivação do ataque.

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