24/08/2026

CONGESTIONAMENTO NA PONTE DOS MOSQUITOS FAZ JOVEM PERDER PROVA DE CONCURSO PÚBLICO

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O caos no trânsito na região do Estreito dos Mosquitos voltou a causar grandes prejuízos e transtornos para quem precisa entrar ou sair da Ilha de São Luís. Desta vez, o forte congestionamento provocado pelo sistema de "pare e siga" na ponte interrompeu o sonho de uma jovem estudante, que perdeu a oportunidade de realizar uma prova de concurso público.

A jovem havia embarcado em um ônibus na Rodoviária de São Luís por volta das 17h, com destino ao estado do Tocantins, onde faria o exame. No entanto, o veículo acabou ficando retido no congestionamento por cerca de seis horas consecutivas.

Diante do imenso atraso e ao constatar com o motorista que não haveria mais tempo hábil para chegar ao local de prova — já que ainda restavam cerca de 10 horas de viagem —, a estudante se viu forçada a desistir e desembarcar na cidade de Santa Inês para retornar a São Luís.

Em um desabafo emocionante compartilhado nas redes sociais, a jovem expressou sua indignação com a situação e com o descaso das autoridades em relação à infraestrutura da região:

"Dediquei horas do meu tempo, noites de sono e também o meu dinheiro. A culpa não é de quem sonha, estuda e corre atrás, mas sim de governantes que não estão nem aí para a população. Vi ambulâncias, trabalhadores e pessoas que só queriam chegar ao seu destino esperando mais de cinco horas, com fome e sede. Deixo registrada a minha total indignação", relatou.

CAOS RECORRENTE NA PONTE DO ESTREITO DOS MOSQUITOS

O trecho da BR-135 na Ponte do Estreito dos Mosquitos é a única via de acesso terrestre ligando a Ilha de São Luís ao continente. Os constantes congestionamentos no local — frequentemente intensificados por obras, interdições parciais e o sistema "pare e siga" — têm gerado indignação constante entre motoristas, passageiros e trabalhadores do transporte rodoviário.

Além dos prejuízos individuais, como o caso da estudante que perdeu meses de preparação para o concurso, o atraso no tráfego impacta o transporte de pacientes em ambulâncias, o abastecimento de mercadorias e a rotina diária de milhares de maranhenses.



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